Porto Alegre, 21 de Novembro de 2017

O Papa no Angelus pede para abolir a pena de morte

Observou que o Jubileu extraordinário da Misericórdia é uma “oportunidade para promover formas cada vez mais maduras de respeito à vida e à dignidade da pessoa’ Papa Francisco no Angelus O Papa Francisco ao final da oração do ângelus realizada neste segundo domingo da quaresma, da janela do seu escritório voltado para a Praça de São Pedro, desejou que o congresso internacional que começa hoje, segunda-feira, em Roma, possa dar um novo impuso aos esforços para a abolição da pena de morte. Trata-se do congresso que tem por título: “por um mundo sem pena de morte”, que é promovido pela Comunidade de Santo Egídio. Foi definido pelo Santo Padre como “um sinal de esperança”, o fato de que na opinião pública ganhe cada vez mais consenso a ideia de abolir a pena de morte “até mesmo como instrumento de legítima defesa social”. Porque, de fato, “as sociedades modernas têm a possibilidade de reprimir eficazmente o crime sem tirar definitivamente de quem o cometeu a possibilidade de redimir-se”, disse. Um problema – disse o pontífice latino-americano – que “está no contexto da ótica de uma justiça penal que seja cada vez mais de acordo com a dignidade do homem e do desígnio de Deus para o homem e a sociedade”. Porque explicou, “o mandamentos ‘não matarás’, tem valor absoluto e refere-se tanto ao culpado quanto ao inocente”. Partindo dessa premissa o Pontífice destacou que Jubileu Extraordinário da Misericórdia é uma “boa oportunidade para promover no mundo formas cada vez mais maduras de respeito à vida e à dignidade de cada pessoa”. Porque até mesmo o criminoso tem o “direito inviolável à vida, dom de Deus”. O Papa Francisco fez, portanto, “um apelo à consciência dos governantes” para que “cheguem a um consenso internacional a fim de abolir a pena de morte”. E propôs àqueles que, dentre eles, são católicos que façam um gesto de coragem e exemplar: “que nenhuma condenação seja aplicada neste Ano Santo da Misericórdia”. “Todos os cristãos e homens de boa vontade – concluiu o Papa – estão chamados hoje a trabalhar para abolir a pena de morte”, mas também para “melhorar as condições das prisões, no respeito à dignidade humana das pessoas privadas da sua liberdade. Share this Entry