Porto Alegre, 07 de Dezembro de 2019

Centenário em Uruguaiana

Certamente um projeto dessa grandeza traria dificuldades, mas os Carmelitas estavam dispostos aos maiores sacrifícios para fazer um trabalho de evangelização junto ao povo e fomentar a fé e o culto católico. Em 11 de abril de 1911, concedia D. Cláudio Gonçalves autorização para "fundar", em Uruguaiana, na época com umas 30.000 pessoas. D. Cláudio faz a seguinte acolhida:

"A divina Providência traz os Carmelitas Descalços para assistir a este bom povo do Rio Grande do Sul; por isso rogo encarecidamente a Vossa Reverendíssima tome nota desta minha recomendação. Nossos religiosos devem tratar ao povo com mansidão e delicadeza, e a Religião (Ordem) dos Carmelitas Descalços se estabelecerá solidamente, tomará grande incremento e ganhará muitas almas para Deus".

Tomaram posse dessa paróquia, em 17 de maio de 1911, os padres Constâncio de Jesus, Julián de São José, Serafim de Santa Teresa, Paulino de S. José e o Irmão Nicolau da Virgem do Carmo. Esses religiosos deram inicio a seu ministério, com muitas dificuldades. Embora esses povos tivessem sido evangelizados pelos portugueses, com o decurso do tempo, foram perdendo seu fervor primitivo e até as noções mais fundamentais sobre os sacramentos e a fé, tudo por falta de clero. Porém, toda essa tradição católica, com o apostolado, ressurge poderosa, e a verdade foi abrindo caminho novamente. Hoje, as Confrarias do Carmo, Santa Teresa, Menino Jesus de Praga e outras se acham em estado florescente e os religiosos são respeitados e queridos pelo povo. Sem dúvida, é ação da graça de Deus, fecundando o trabalho desses filhos de Santa Teresa, em terras brasileiras, como o disse D. Cláudio: "'Todo este povo do Rio Grande do Sul pode considerar-se 'terra virgem' e, portanto, muito própria para produzir abundantes frutos de salvação para os bons operários do Senhor que queiram trabalhar."